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Dez são presos em operação contra grupo ligado ao CV no Vale do Jequitinhonha e Bahia

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segunda-feira, 3 de novembro de 2025


 Uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho, com atuação em Minas Gerais e na Bahia, foi alvo da Polícia Civil nesta quinta-feira (30/10) durante a operação Duplo Eixo. A ação resultou em dez prisões, sete preventivas e três em flagrante, duas internações de adolescentes e 32 mandados de busca e apreensão cumpridos nos dois estados.

Coordenada pela Polícia Civil em Teófilo Otoni e conduzida pela Delegacia Regional de Pedra Azul, a operação teve como foco o tráfico de drogas e outros crimes violentos praticados por uma célula da facção, que mantinha ligações diretas com o grupo carioca.

Os alvos atuavam em cidades mineiras como Divisa Alegre, Águas Vermelhas, Cachoeira de Pajeú, Pedra Azul e João Pinheiro, além dos municípios baianos de Cândido Sales e Vitória da Conquista.

As investigações, iniciadas há mais de um ano, contaram com o apoio das polícias militares de Minas e da Bahia e da Polícia Civil baiana. O trabalho identificou uma estrutura criminosa organizada, responsável por abastecer e distribuir drogas na região, além de cometer assassinatos e ameaças para garantir o domínio territorial.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidas mais de cem porções de crack, maconha e cocaína, além de um veículo e uma réplica de arma de fogo.

A operação mobilizou 130 policiais civis e militares dos dois estados e contou com o apoio das equipes da Coordenação de Recursos Especiais (Core), das Operações com Cães (COC) e da Aerotática (CAT), ligadas à Coordenadoria de Operações Estratégicas (COE) da PCMG.

O nome “Duplo Eixo” faz referência aos dois polos principais de atuação da facção: Minas Gerais e Bahia.

Sigma atualiza operações de mineração e substitui fornecedores

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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

 


A Sigma Lithium  anunciou esta semana que está modernizando suas operações de mineração para aumentar a sua eficiência e competitividade.Como parte da modernização, a empresa substituirá fornecedores e seus equipamentos de mineração. 

Uma desmobilização foi iniciada na semana passada. Uma remobilização está prevista para começar esta semana, quando o novo fornecedor deverá reiniciar as atividades, com esforços para reintegrar os trabalhadores da região que foram dispensados.
 O tempo de inatividade necessário para a troca e a consequente perda de produção estão sendo reduzidos ao mínimo, enquanto os ganhos de eficiência almejados estão a caminho de serem alcançados. 

Os  equipamentos de mineração estão sendo modernizados com o aumento do tamanho dos caminhões de movimentação de minério, o que permitirá uma redução no tamanho da frota total e uma queda no tráfego na mina, melhorando a sua segurança.

Empresa prepara segunda planta industrial 

Além de aumentar a capacidade de produção, a modernização deve preparar mais rapidamente a mina da Sigma Lithium para alimentar uma segunda planta industrial Greentech,  ( tecnologia verde) melhorando a geometria da mina. Essa medida ajudará a empresa a cumprir o prazo de entrega da sua expansão de capacidade em andamento, que está prevista para 2026.

A atualização faz parte de uma revisão abrangente das operações de mineração da Sigma,  iniciada após  melhorias significativas na sua planta industrial  no quarto trimestre de 2024. 
As melhorias aumentaram as taxas de recuperação de minério da planta e demonstraram que é possível aumentar ainda mais a capacidade de produção se a planta operar de forma contínua. 

Mudança de fornecedores 

A execução da atualização da mina, que inclui uma mudança de fornecedores, estava inicialmente planejada para a Fase 2 de expansão, mas a empresa decidiu que deveria ser iniciada mais cedo, durante o terceiro trimestre de 2025, em resposta à queda nos preços do lítio, de abril a agosto de 2025 e para estender os excelentes padrões de saúde e segurança da Sigma Lithium às operações de mineração. 
A empresa visa preencher uma lacuna que existe entre o histórico de segurança das operações de mineração e o da planta industrial , que é excelente e um dos fatores que determinam a liderança da Sigma Lithium em termos de sustentabilidade. 

SOBRE A SIGMA LITHIUM

A Sigma Lithium  é uma produtora de lítio que se encontra entre os lideres globais desta indústria e está dedicada ao suprimento de concentrado de lítio de grau químico que é neutro em carbono e social e ambientalmente sustentável para alimentar a próxima geração de baterias para veículos elétricos.

A empresa opera uma das maiores unidades de produção de lítio do mundo — o quinto maior complexo industrial-mineral de óxido de lítio — em suas operações de Grota do Cirilo, entre os municípios de Itinga e Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha (MG)

Ao final do segundo trimestre de 2025, a planta industrial  acumulou mais de 2 anos (735 dias) sem acidentes com afastamento e zero fatalidades, posicionando-a entre as operações industriais de mineração mais seguras, de acordo com o Conselho Internacional de Metais e Mineração (ICMM).

Ministério Público Itinerante realiza ações em três cidades do Vale do Jequitinhonha

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O Ministério Público Itinerante realiza ações em três cidades do Vale do Jequitinhonha a partir desta terça-feira (7)

Serão contemplados os municípios de José Gonçalves de Minas, Leme do Prado e Veredinha. (Veja programação abaixo)


Segundo o MPMG, a população terá acesso a diversos serviços gratuitos, reuniões públicas, atividades culturais e educativas. Também será possível participar de audiências de conciliação e mediação, receber atendimentos sobre fornecimento de energia elétrica e água, benefícios previdenciários, ativação da carteira de trabalho, segunda via de certidão de nascimento, casamento e óbito, além do agendamento e emissão de outros documentos.


Serviço

Em todos os municípios, as atividades começam às 9h.

José Gonçalves de Minas
Data: terça-feira (7)
Local: Praça José Lago de Mendonça

Leme do Prado
Data: quarta-feira (8)
Local: Praça Teodolino Ferreira

Veredinha
Data: quinta-feira (9)
Local: Praça Otaviano Ferreira de Macedo

Mineradora tem aval para retirar 3,6 milhões de litros de água no Jequitinhonha e se automonitorar

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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

 


Nas redes sociais, a mineradora canadense Sigma Lithium se descreve como uma indústria de “lítio verde”. Instalada no Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais áridas de Minas Gerais, a empresa chega a afirmar em algumas publicações que consome “apenas 30 metros cúbicos por hora”, o equivalente a 720 mil litros por dia. Segundo ela, isso seria 13 vezes menos do que demanda uma plantação de banana irrigada. Na prática, porém, para manter as atividades da unidade, a indústria consome mais do que o dobro do que foi divulgado na internet. Por dia, ela retira 1,9 milhão de litros no rio Jequitinhonha, que corre nos municípios de Araçuaí e Itinga, onde ela atua. O consumo de água tem incomodado a população local que convive com a seca. Movimentos sociais chamam o cenário de “apartheid hídrico” e denunciam falta de fiscalização. A Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) admite não acompanhar o consumo de água pela Sigma e explica que a mineradora ainda pode enviar relatório de automonitoramento em janeiro de 2026. 

Entre 2020 e 2024, a região do Jequitinhonha somou 302 decretos de situação de emergência devido à seca ou estiagem, o que colocou a região como a segunda mais impactada de Minas no balanço divulgado pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais (Cedec-MG). Diante deste cenário, o evento Clímax 2025 - 2º Encontro de Cultura, Comunicação e Clima, realizado em Diamantina em julho deste ano, formou uma coalizão entre movimentos sociais, pesquisadores e autoridades que buscam “frear” o avanço da mineração predatória no território.

Ribeirão pode sofrer “impactos graves”, diz MPF

No início de setembro deste ano o Ministério Público Federal (MPF) encaminhou uma recomendação à Agência Nacional de Mineração (ANM) pedindo a suspensão e a revisão das autorizações de pesquisa e extração de lítio na região do Jequitinhonha. Entre os problemas constatados pelo órgão está a ausência da consulta às comunidades indígenas, quilombolas e tradicionais da região, que deveriam ter sido ouvidas antes da liberação dos projetos. Para a elaboração da recomendação, o órgão de Justiça fez uma série de relatórios, entre eles, um que aponta que a “ampliação da mineração aumentará a pressão sobre a infraestrutura e os recursos hídricos da região”, podendo causar impactos graves no nível do corpo d’água.

“Laudo técnico elaborado pelo MPF apontou, ainda, deficiências no Estudo de Impacto Ambiental (EIA) apresentado pela Sigma Mineração, em 2021, em relação aos impactos nos recursos hídricos pela exploração de minério na região de Araçuaí e Itinga. A localização das duas cavas – locais de retirada de material para explorar o minério – levanta sérias preocupações quanto à interferência no ribeirão Piauí, em especial pelo rebaixamento do nível d’água para a lavra”, divulgou o MPF.

Além de ter sido “cercado” pelas duas cavas da Sigma, o ribeirão Piauí também está localizado em alguns trechos a menos de 100 metros de onde a empresa ergue suas pilhas de rejeitos. Quando O TEMPO esteve na comunidade de Piauí Poços Dantas, não era raro presenciar pedras rolando do alto da pilha e indo parar dentro do leito do corpo d’água. O laudo elaborado pela perícia técnica apontou, conforme o MPF, que a situação é particularmente crítica, uma vez que o ribeirão constitui a principal fonte de abastecimento de água para os moradores da área e comunidades rurais no entorno, “especialmente em períodos de estiagem”.  

“A exploração do lítio não pode repetir um ciclo histórico de exploração predatória e exclusão social no Vale do Jequitinhonha. É dever do Estado garantir o direito à consulta prévia, livre e informada, para que as comunidades possam decidir sobre o futuro de seus territórios e modos de vida”, disse o procurador da República Helder Magno da Silva, autor da recomendação.

Ampliação pode devastar área do tamanho de 480 “Mineirões”

Os impactos da mineradora canadense em seu curto período de atuação na região não se restringem à utilização da água. Durante seu segundo ano de operação, em 2024, a Sigma Lithium extraiu, conforme nota enviada pela própria empresa, 1,5 milhão de toneladas de minério, o que resultou em uma produção de 270 mil toneladas de concentrado de óxido de lítio. Essa enorme diferença entre o que é retirado do chão e o que é efetivamente comercializado pela empresa, resulta em gigantescas pilhas do que é chamado de “estéril”. 

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